A Rússia lançou um ataque abrangente contra a Ucrânia, que matou uma pessoa, feriu pelo menos outras 24 e danificou infraestruturas e edifícios residenciais, segundo informaram as autoridades ucranianas este sábado, 30 de agosto.Três crianças estão entre os 24 feridos na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste do país, disse o governador regional, Ivan Fedorov."Os russos lançaram quase 540 drones, 8 mísseis balísticos e 37 outros tipos de mísseis contra a vida civil", denunciou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantindo que se registaram "inúmeros incêndios" e que "as infraestruturas civis – residências e empresas – sofreram os maiores danos"."Vimos a resposta do mundo ao ataque anterior. Mas agora, com a Rússia a demonstrar mais uma vez o seu total desrespeito pelas palavras, contamos com ações reais", disse nas redes sociais. "É absolutamente claro que Moscovo utilizou o tempo destinado à preparação de uma reunião de líderes para organizar novos ataques maciços. A única forma de reabrir uma janela de oportunidade para a diplomacia é através de medidas duras contra todos aqueles que financiam o exército russo e de sanções eficazes contra a própria Moscovo – sanções bancárias e energéticas", defendeu."Esta guerra não se limitará a declarações políticas; são necessárias medidas reais", insistiu. .Um ataque russo à capital ucraniana, na madrugada de quinta-feira, causou pelo menos 23 mortos e várias dezenas de feridos, além de atingir cerca de uma centena de edifícios, entre os quais o da delegação da União Europeia em Kiev..Coro de indignação perante segundo maior ataque russo à Ucrânia.Portugal vê "grande vontade" da UE para sanções à Rússia "mais duras". O ministro dos Negócios Estrangeiros disse este sábado que há "uma grande vontade" dos países da União Europeia (UE) para criar um pacote de sanções à Rússia "mais duro", para tentar debilitar as capacidades militares de Moscovo."Há uma grande vontade da maioria dos países em reforçar as sanções e fazer um pacote, por ventura, mais duro ainda, do que seria expectável", disse Paulo Rangel, em declarações à Lusa, enquanto ainda está a decorrer uma reunião ministerial informal, em Copenhaga, na Dinamarca.O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal acrescentou que é necessário "contar com a relutância da Hungria", que desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, desempenhou um papel de força de bloqueio às decisões para sancionar Moscovo e os apoiantes do Kremlin.No entanto,"só mais tarde podemos perceber qual é exatamente a posição" de Budapeste, pelo que Paulo Rangel espera que da reunião deste sábado saia um "impulso político" para uma decisão sobre o 19.º quadro sancionatório.Os ministros com a pasta da diplomacia dos 27 países do bloco político-económico europeu estão reunidos em Copenhaga, no âmbito da presidência dinamarquesa do Conselho da UE. A informalidade da reunião impede decisões concretas, mas são esperados sinais políticos concertados entre as diplomacias europeias.O ministro dos Negócios Estrangeiros rejeitou comentar a declaração do Presidente da República de considerar Donald Trump um "ativo soviético", recordando que a política externa cabe ao Governo e é assim que deve ser interpretada a posição portuguesa..Paris e Berlim reforçam defesa aérea de Kiev após ataques russos maciços. Entretanto, este sábado o ex-presidente do parlamento ucraniano, Andriy Parubiy, foi morto a tiro em Frankivsk, na região de Lviv, no oeste do país. O presidente da Ucrânia fala num "terrível assassinato"..Ex-presidente do parlamento ucraniano morto a tiro em Lviv. "Assassinato terrível", diz Zelensky