"Teremos outros sete meses de luta para garantir o que definimos como 'destruição das capacidades governamentais e militares do Hamas'", garantiu Tzachi Hanegbi, assessor do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu para assuntos de segurança nacional em entrevista telefónica desde Chipre à rádio pública Kan..Israel lançou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza, enclave palestiniano controlado pelo Hamas desde 2007, após os ataques do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) de 07 de outubro de 2023 em solo israelita..Posteriormente, no passado dia 06 de maio, Telavive desencadeou uma ofensiva terrestre sobre Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde o Exército indica que permanecem quatro batalhões do movimento islamita palestiniano Hamas..Desde essa data mais de um milhão de pessoas concentradas em Rafah foram forçadas a deslocar-se face ao avanço das tropas israelitas em direção ao centro da cidade a partir da zona leste.."No interior de Gaza, as Forças de Defesa de Israel controlam agora 75% do 'corredor de Filadélfia' e creio que vão controlá-lo totalmente", disse Hanegbi, numa referência aos últimos movimentos de tropas nesta faixa estratégica que delimita a Faixa de Gaza com o Egito..Segundo o assessor governamental, Israel permanece em contacto com as autoridades egípcias com o objetivo de impedir o "contrabando de armas" do Egito para a Faixa de Gaza, sugerindo que as tropas vão permanecer após garantirem o controlo militar.."Devemos encerrar a fronteira entre o Egito e Gaza. Ninguém se vai oferecer para nos proteger, temos de nos proteger a nós mesmos", prosseguiu Hanegbi..O chamado "corredor de Filadélfia" designa a faixa terrestre que percorre a fronteira, cujo lado palestiniano ficou sob controlo da Autoridade Palestiniana a partir do "Plano de desconexão" de 2005 e com o lado egípcio a manter-se sob controlo do Cairo..No entanto, o Hamas acabou por controlar a zona após assumir o poder na Faixa de Gaza após a sua vitória eleitoral de 2006 que originaram um conflito inter-palestiniano..O Egito, que mantém um acordo de paz com o Estado judaico desde 1979, advertiu Israel sobre o risco de as operações na zona, em particular após o Exército ter assumido o controlo desta franja junto à fronteira.."O Exército está a efetuar esforços tremendos e a obter grandes resultados" assinalou Hanegbi, que também reiterou a intenção das autoridades de garantir o regresso dos reféns na posse do Hamas desde os ataques de 07 de outubro.."Há 125 pessoas que têm de regressar a casa, e trabalhamos diariamente para o conseguir", explicou, para de seguida rejeitar que Netanyahu esteja a bloquear as negociações indiretas com o Hamas por motivos políticos, e recordar que "os Estados Unidos afirmaram que a oferta israelita [para um acordo de cessar-fogo] é muito generosa"..O assessor de segurança nacional também apontou Espanha, Irlanda e Noruega como "países hostis" pelo seu recente reconhecimento do Estado da Palestina, decisão que eleva para 146 o total de Estados-membros das Nações Unidas que assumiram essa posição..O conflito em curso foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita Hamas em solo israelita de 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas..Desde então, Telavive lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que provocou mais de 36.000 mortos e uma grave crise humanitária, segundo o Hamas, que é classificado como "organização terrorista" por Israel, União Europeia e Estados Unidos..Também na Cisjordânia e em Jerusalém leste, ocupados por Israel, pelo menos 510 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas ou por ataques de colonos desde 07 de outubro.