Aeroporto de Riade mantém-se encerrado. Líderes internacionais condenam ataque que matou 12 pessoas
As operações no aeroporto internacional Rei Khalid, situado a cerca de 35 quilómetros de Riade, continuam suspensas este domingo, na sequência de um ataque no sábado que provocou 12 mortos e mais de 300 feridos.
De acordo com fontes do setor aéreo, o encerramento manter-se-á "até nova ordem" para avaliar danos nas pistas, radares e equipamentos de comunicação, com a plataforma Flightradar24 a indicar um prolongamento da interrupção por 24 horas.
As autoridades sauditas, que enfrentaram o ataque mais mortífero no reino em mais de dez anos, atribuem a ofensiva aos rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão.
O movimento houthi, através do seu porta-voz Yahya Saree, ameaçou com novos ataques e avisou companhias aéreas e passageiros para evitarem o espaço aéreo e os aeroportos sauditas, declarando-os um "teatro de operações", à exceção das cidades de Meca e Medina. Os rebeldes justificam a estratégia, baseada na premissa "aeroporto por aeroporto", como resposta à intervenção militar da Arábia Saudita no Iémen, que decorre desde 2015.
O ataque de sábado seguiu-se a outras investidas recentes contra infraestruturas sauditas em Riade e Abha ao longo da semana.
"Escalada perigosa", diz Von der Leyen
A comunidade internacional reagiu com veemência. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o ataque como uma "escalada perigosa" que ameaça arrastar a região para uma "espiral de violência", alertando ainda para os impactos no transporte mundial e abastecimento energético.
Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, apelidou a ação de "ato de terror" e revelou que os ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco europeu debaterão as tensões regionais na segunda-feira. Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou estar "profundamente chocado" e condenou o ataque.
A nível bilateral, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, e o ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, repudiaram a ofensiva. Streeting considerou-a um "ato totalmente desprezível" e sublinhou o apoio defensivo de Londres a Riade, que inclui o reabastecimento em voo.
No Médio Oriente, a Liga Árabe e o governo do Iraque juntaram-se às condenações, apelando a uma cessação das operações militares para garantir a proteção dos civis e a estabilidade regional.

