Fecho super às 13h. Sindicato acusa Auchan de obrigar trabalhar a compensar horas. Cadeia "rejeita"

Sindicato acusa Auchan de obrigar trabalhadores a compensar horas. Cadeia de retalho alimentar desmente e diz que "nem houve "nenhum impacto na remuneração das suas equipas".
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O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) acusa a Auchan de obrigar os trabalhadores a compensar as horas não trabalhadas pelo encerramento às 13h nos fins-de-semana determinado pelo Estado de Emergência. A cadeia "rejeita qualquer acusação".

"A Auchan, perante a decisão do Governo de mandar fechar as lojas às 13h, comunica aos seus trabalhadores que terão de compensar a empresa pelas horas que não irão trabalhar, chegando mais longe, afirmando que os trabalhadores têm 8 semanas para compensar as horas não trabalhadas (para alguns trabalhadores estamos a falar de 32h)", acusa o CESP em comunicado. Mais, diz o organismo sindical, a cadeia de retalho alimentar que estando o país "em Estado de Emergência a empresa pode mexer nos direitos dos trabalhadores", o que, reforça, "é mentira!".

A Auchan "rejeita qualquer acusação de estar a agir à margem dos direitos dos colaboradores, na sequência da decisão de encerramento dos estabelecimentos comerciais às 13h", mas admite reorganização do horário dos colaboradores", reagiu a cadeia numa declaração enviada ao Dinheiro Vivo.

Só o retalho alimentar até 200 metros quadrados pode manter portas abertas a partir das 13h no passado fim-de-semana, situação que ditou o encerramento da maior parte da rede de lojas Auchan. Nos 121 concelhos que cumpriram já no passado fim-de-semana o recolhimento obrigatório apenas as lojas My Auchan Elias Garcia (Amadora), a My Auchan Luís de Queiroz (Almada) e My Auchan Almirante Reis (Lisboa) se mantiveram abertas pois cumprem os requisitos em termos de área.

O fecho de praticamente da totalidade da rede de lojas levou a cadeia a reajustar horários, admitem, nem houve "nenhum impacto na remuneração das suas equipas".

"Perante a determinação do Governo, a Auchan teve de proceder à reorganização dos horários dos seus colaboradores. Esta reorganização está a ser feita dentro do mais escrupuloso cumprimento da legislação em vigor e com o acordo com cada um dos colaboradores; reafirma-se que não há nenhuma obrigatoriedade de mudar de horário. Além disso, a empresa garante que não haverá nenhum impacto na remuneração das suas equipas e aqueles que não tiverem disponibilidade para ajustar o horário, poderão executar tarefas em loja de apoio à entrega ao domicílio", assegura fonte oficial da cadeia.

A Auchan não tem implementado o sistema de banco de horas.

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