José Cardoso.
José Cardoso.Iniciativa Liberal.

Ex-candidato a líder sai da Iniciativa Liberal

José Cardoso anunciou decisão numa mensagem enviado a membros do partido. Em causa está o que diz ser “uma fraude para impedir alterações” nos estatutos.
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O ex-conselheiro nacional da Iniciativa Liberal José Cardoso, que se candidatou à liderança em janeiro, quando Rui Rocha foi eleito sucessor de João Cotrim Figueiredo, anunciou que se vai desfiliar do partido. A decisão, que consta de uma mensagem enviada aos membros lisboetas da IL, a que o DN teve acesso, deve-se ao adiamento da convenção destinada a rever os estatutos do partido e ao que José Cardoso diz ser “uma fraude para impedir alterações”.

“Não posso dar cobertura a uma organização que tenta impedir os seus membros de decidir o seu futuro e que não respeita os seus princípios, ainda recentemente revistos, ao atropelar os princípios mais básicos democráticos, como seja a separação de poderes e o direito à liberdade de expressão, ao impedir a existência de canais de comunicação interna entre os membros”, escreveu José Cardoso na mensagem.

Apontando o dedo ao presidente do Conselho Nacional, Nuno Santos Fernandes, e à Comissão Executiva, liderada por Rui Rocha, José Cardoso justificou a decisão dizendo que “os liberais não estão obrigados a estar num partido assim” e acrescentou esperar “ser catalisador para encontrar a forma de participação partidária num projeto em que os princípios liberais sejam respeitados”.

Na semana passada, o ex-conselheiro nacional, que teve 4% dos votos em janeiro, ao candidatar-se à liderança na convenção em Rui Rocha derrotou Carla Castro e tornou-se o quarto presidente do partido, desafiou os membros da IL a recorrer ao Tribunal Constitucional por considerar que o regimento da Convenção Estatutária, que se vai realizar em julho, foi feito para impedir alterações que considera necessárias.

José Cardoso tem sido um dos membros da IL que mais têm lutado pelo fim das inerências que dão direito de voto a todos os membros da Comissão Executiva no Conselho Nacional. E também defendeu que a eleição do presidente da Comissão Executiva deverá passar a ter uma segunda volta quando nenhum candidato tiver mais de metade dos votos.

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