Premium Como é que Da Vinci sabendo pouco de latim e de matemática foi o maior génio?

Walter Isaacson, o biógrafo de Leonardo da Vinci, assinalou os quinhentos anos da morte de um dos mais importantes artistas com 670 páginas reveladoras da sua vida. Antes tinha retratado, entre outros, Einstein e Steve Jobs.

"Fiquei surpreendido com a curiosidade muito abrangente de Leonardo da Vinci" - foi a primeira grande conclusão do ex-presidente da CNN e editor da revista Time, Walter Isaacson, enquanto investigava Leonardo da Vinci para escrever a biografia sobre o artista. Em seguida, ao ler 7200 páginas de cadernos com muitos apontamentos, escritos e desenhos, diz: "Fiquei maravilhado com a forma como ele queria saber tudo o que pudesse sobre cada assunto que fosse interpretável, da anatomia à arte, da música à matemática e à zoologia." Conclui, na entrevista ao DN, sem dificuldade que Da Vinci tinha "essa capacidade de apreciar os padrões da natureza em diferentes tópicos, o que o ajudou a tornar-se o génio mais criativo da história da humanidade".

Isaacson considera que Da Vinci é o melhor exemplo do homem renascentista, no entanto coloca reticências no que respeita ao seu entendimento enquanto génio. A razão é simples: "Ele foi um génio criativo, mas se usarmos apenas a palavra génio sobre a sua mente, dá a ideia de ter sido tocado por criador com alguns poderes sobre-humanos. O que contraria a realidade, porque o génio resulta da sua vontade e da dedicação ao esforçar-se para ser mais observador e curioso e trabalhando exaustivamente para aprender tudo o que pudesse."

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