Premium Extrema-direita. Propaganda online e artes marciais a pensar nas eleições

Serviços de informações alertam, no relatório de segurança, para a "intensa propaganda" visando o "sucesso eleitoral" de nacionalistas em 2019. Movimentos têm apoios e financiamento exterior.

A intensa e multifacetada atividade de grupos extremistas de direita em Portugal volta a ser destacada, pelos serviços de informações, no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), que chegou na sexta-feira à Assembleia da República. "Conferências, ações de propaganda, celebrações de datas simbólicas, eventos musicais e sessões de treino de artes marciais - num perfeito alinhamento com o modo de atuação dos seus congéneres europeus com quem mantêm contactos frequentes", escrevem as secretas.

Em escalada estão, essencialmente, os movimentos identitários e neofascistas, com aproximações ao Partido Nacional Renovador (PNR), que tem no discurso radical anti-imigração uma das suas bandeiras. "De forma transversal, a extrema-direita continua a intensa difusão de propaganda em ambiente virtual", assinalam os serviços de informações na sua análise à ameaça de extremismos em Portugal. O objetivo destes grupos está claro para a polícia: "Criar condições favoráveis ao sucesso eleitoral de forças políticas nacionalistas ou populistas em 2019."

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