Premium Michael Cunningham: "Gosto de Portugal porque é dos poucos países sem extrema-direita"

Ao quarto romance, As Horas, Michael Cunningham venceu o Prémio Pulitzer e o PEN/Faulkner de Ficção. Desde então, 1998, o escritor norte-americano tornou-se um dos mais respeitados autores do seu país.

Michael Cunningham (n. 1952) está em Cascais desde maio a fazer uma residência internacional de escrita promovida pela Fundação Dom Luís I. Ao DN disse que Trump é o seu pesadelo e Portugal um país que o surpreendeu. Nestes meses tem estado a reescrever o seu próximo romance, a ler Fernando Pessoa, e admite voltar.

Vamos fazer as duas perguntas necessárias para quem está no fim de uma residência literária em Cascais. A vila inspirou-o?
Sim. Claro que são poucos dias para começar um projeto e o que tenho estado a fazer é rever um romance. Mas é ótimo estar assim num lugar não familiar, apesar de ser muito solitário pois sou o único escritor no hotel da Cidadela e não falo com ninguém. Até pareço o Hans Castorp no sanatório de A Montanha Mágica de Thomas Mann.

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