Premium Helle Thorning-Schmidt: "Cumprirei sempre o meu dever como europeia"

A social-democrata, de 52 anos, Helle Thorning-Schmidt foi a primeira mulher à frente de um governo dinamarquês. Acabada de sair da administração da ONG Save the Children, deixa a porta aberta para um cargo de topo na UE. O DN entrevistou-a na Gulbenkian, em Lisboa, à margem da conferência anual do European Council on Foreign Relations.

Está na corrida para um cargo europeu?
Não me cabe a mim decidir. Sou europeia, fui uma primeira-ministra pró-europeia e considero-me não só qualificada, porque trabalho em instituições europeias há duas décadas, mas também porque acredito que nenhum dos problemas se resolve sem mais integração europeia. Seja as alterações climáticas, seja as questões de segurança e de cibersegurança, seja regular as empresas tecnológicas, todas estas questões só se podem enfrentar se trabalharmos juntos na União Europeia. Acredito nisso com toda a convicção e, claro, cumprirei sempre o meu dever como europeia para avançarmos.

Portanto, não se retirou da política?
Nunca me cansarei de falar de política europeia. É uma paixão na qual acredito. Os europeus têm de trabalhar juntos se queremos enfrentar as grandes questões que os nossos cidadãos querem ver resolvidas.

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EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.