Cerca de 500 pessoas vivem na ecofreguesia da Benfeita, em Arganil. A maioria são estrangeiros, mas também
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DN 155 anos

A aldeia em Arganil que quer regressar à Natureza para salvar o planeta

Numa freguesia de Arganil, há hoje mais crianças do que há 30 anos. A maioria já nasceu em Portugal, filhos dos estrangeiros que repovoaram aldeias entretanto desertificadas. Mas cresce o número de portugueses que se juntam a esta forma de vida.

Das estradas íngremes avistam-se montanhas e vales, a serra queimada pelo fogo. Mas lá em baixo, nas encostas, há a vida toda. O caminho para Benfeita, a freguesia do concelho de Arganil envolta pela serra do Açor, parece serpenteado por casas de xisto. Foi como se tivesse renascido duas vezes nas últimas duas décadas: primeiro quando começaram a chegar os estrangeiros que a repovoaram, depois quando se ergueu, de novo, das chamas e das cinzas do grande incêndio de outubro de 2017.

Estima-se que vivam mais de mil novos habitantes nos vários concelhos da região, que se estende pelos distritos de Coimbra e Viseu. Estão por toda a parte, nas serras do Açor e da Estrela, reconstruíram casas em ruínas nos lugares que há décadas ficaram desertos por toda a Beira Baixa. Voltaram a trabalhar a terra, plantam e colhem a maior parte dos alimentos que consomem, criam ovelhas. Adotaram quase todos a permacultura, o sistema de "cultura permanente" que torna a vida sustentável. Paradoxalmente, garantem o futuro como nos tempos passados.

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