Premium O verão quente de Hong Kong

A tensão aumenta de dia para dia e parece não ter fim à vista. Grupos de jovens têm lançado ações de desobediência civil, ao passo que as autoridades de Hong Kong estão sob fogo após o ataque de alegados membros de tríades numa estação de metro.

É descrita como a maior crise em Hong Kong desde os motins de 1967, quando os confrontos entre Guardas Vermelhos e autoridades coloniais britânicas resultaram em 51 mortos e centenas de feridos. Para já, ainda não houve mortos, mas há quem tema que isso possa vir a acontecer se não for colocado um travão à escalada de tensão entre a fação jovem mais radical dos manifestantes, a polícia e agora os novos atores que entraram em cena no passado domingo: alegados membros de tríades que atacaram indiscriminadamente passageiros na estação de metro da zona rural de Yuen Long, entre eles vários manifestantes que regressavam a casa após mais um dia e uma noite de protestos que desembocaram em confrontos violentos com a polícia. Um mês e meio após o início das manifestações contra a polémica lei da extradição, a situação evoluiu de tal forma que o motivo original dos protestos deixou de ser central.

Para além da lei da extradição

Ler mais

Exclusivos