Premium O Kaiser não resistiu a visitar o Palácio da Pena

Guilherme II esteve uns dias em Lisboa em março de 1905, a caminho de Tânger. E visitou Sintra.

Foi a caminho de Tânger, em março de 1905, para uma exibição de força da Alemanha em favor da independência de Marrocos, que Guilherme II parou uns dias em Lisboa, conhecendo a capital portuguesa, apreciando o Tejo e dando um salto a Sintra. Portugal fazia questão naquela época de atrair este tipo de visitantes, para afirmação do país e para prestígio da dinastia dos Bragança. E ainda dois anos antes tinha sido Eduardo VII de Inglaterra a passear por Lisboa, com idas também de comboio a Cascais e Sintra. Que o Kaiser e o monarca britânico fossem primos (era comum nas casa reais esses parentescos) não impedia que a rivalidade entre as potências europeias fosse em crescendo, como no caso do controlo de Marrocos e não só.

"A Alemanha vinha a afirmar-se militarmente e procurava expandir-se em África, onde se situava a maioria das colónias portuguesas, sendo determinante nessa política o carácter belicista do imperador Guilherme II, que era, note-se, parente afastado do rei D. Carlos. A visita do Kaiser foi por isso uma das mais importantes deste ciclo, e retribuía aquela que o monarca português tinha feito a Berlim dez anos antes. A imprensa da época cobriu ao pormenor estas visitas oficiais. Todos os principais jornais portugueses, incluindo o Diário de Notícias, dedicaram largas páginas das suas edições à visita do chefe de Estado alemão", esclarece o historiador e escritor Sérgio Figueira.

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