Premium Montijo. Acordo entre governo e ANA "é pressão inaceitável para aeroporto ser aprovado"

Futuro aeroporto fica paredes-meias com a Reserva Natural do Estuário do Tejo, que sazonalmente alberga milhares de aves. Estudo tem de provar que não há danos ambientais e que as aves não põem segurança em risco.

Aumento do ruído e da poluição atmosférica nas zonas adjacentes ao Montijo, incluindo o Barreiro, a Baixa da Banheira ou a Moita, onde residem centenas de milhares de pessoas, impactos no território, com grande acréscimo de infraestruturas e rede de transportes viários ou ainda consequências para a biodiversidade local e a sua conservação, nomeadamente para as aves, eis alguns dos impactos que são expectáveis para um futuro aeroporto no Montijo, no local onde hoje está Base a Aérea n.º 6.

Perante estes riscos, e ainda sem o estudo de impacto ambiental feito, as associações ambientalistas são unânimes em criticar o acordo que o governo celebrou na quarta-feira da semana passada com a ANA, a gestora dos aeroportos nacionais, para a concretização do projeto do aeroporto do Montijo e a expansão da capacidade do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

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Clínicos gerais mantêm a urgência de pediatria aberta. "É como ir ao mecânico ali à igreja"

No hospital de Santiago do Cacém só há um pediatra no quadro e em idade de reforma. As urgências são asseguradas por este, um tarefeiro, clínicos gerais e médicos sem especialidade. Quando não estão, os doentes têm de fazer cem quilómetros para se dirigirem a outra unidade de saúde. O Alentejo é a região do país com menos pediatras, 38, segundo dados do ministério da Saúde, que desde o início do ano já gastou mais de 800 mil euros em tarefeiros para a pediatria.