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Imigração

Quando o SEF impede os casais de serem "felizes para sempre"

Nowar espera por Hani, Luís esperou por Olivia. Casados e separados pela burocracia do SEF, são o espelho da falta de funcionários da instituição que aprova os reagrupamentos familiares.

Hani liga e desliga o telemóvel, mostra a foto de Nowar (a mulher com quem se casou, por procuração) e suspira. São nove meses e 11 dias à espera de poder chamá-la de sua mulher, de a ver desembarcar num avião, e levá-la para casa, na aldeia de São Mamede, no concelho da Batalha. São oito meses à espera de que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) lhe responda ao pedido de reagrupamento familiar, ao abrigo da legislação em vigor, mas que demora a pôr em prática. Mas não são caso único. Há vários casais obrigados a adiar a vida a dois pelos atrasos de meses nos processos de autorização de residência ou reagrupamento familiar. As suas histórias são o reflexo do funcionamento da instituição que, em quatro anos, perdeu cerca de cem funcionários.

"É muito difícil. Emocionalmente é muito difícil." Já o seria para um cidadão comum, estrangeiro, titular de Autorização de Residência, Cartão Azul UE ou Estatuto de Residente de Longa Duração. E sê-lo-á mais ainda para um refugiado iraquiano, 32 anos, que atravessou com a família todos os perigos por terra e por mar até encontrar um porto seguro em solo português.

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