Parlamento Europeu. Há cada vez mais mulheres mas ainda são poucas
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Parlamento Europeu. Há cada vez mais mulheres mas ainda são poucas

A representação feminina em Estrasburgo subiu para 37%, mas o progresso é considerado "manifestamente lento". Portugal acompanha o ritmo: tal como há 20 anos, só há uma cabeça-de-lista mulher: Marisa Matias.

Quando há 20 anos chegou ao Parlamento Europeu (PE), Ilda Figueiredo era uma das cinco portuguesas que iriam sentar-se num hemiciclo com centenas e centenas de homens. Nada que assustasse a eurodeputada da CDU, a única cabeça-de-lista mulher em 1999, que, à escala nacional, já estava habituada a estas disparidades. "Em 1979 a presença feminina na Assembleia da República também era diminuta."

Desde que chegou até que saiu do PE, Ilda Figueiredo fez questão - "por princípio" - de pertencer à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género. Ainda se lembra de um episódio que protagonizou na Câmara Municipal de Gaia, onde acumulava o cargo de vereadora, no início dos anos 2000, e propôs que os prémios atribuídos às mulheres atletas passassem a ser iguais aos dos homens. Os vereadores do PS, PSD e CDS, todos homens, abstiveram-se. "Não tiveram coragem de votar contra, mas também não tiveram coragem de votar a favor."

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