Premium "Sempre soube que havia racistas na PSP mas nunca pensei que atuassem desta forma"

Um vídeo de uma mulher negra com um polícia branco em cima; imagens dela aparentemente esmurrada; uma chamada da polícia para o INEM alegando "queda" e um agente que diz ter usado "apenas a força necessária". Ingredientes para um cocktail explosivo, já em análise na justiça e com inquérito ordenado pelo governo.

"Durante o final da tarde de Domingo até às 22H00 do mesmo dia, fui vítima de um episódio de violência que até então apenas achei que existisse em filmes de ficção científica ou em países de terceiro mundo. Temi pela minha vida e tive plena certeza de que iria morrer. Sempre soube que havia violência Policial, que havia agentes racistas na PSP, assim como outros não racistas, mas nunca pensei que actuassem desta forma."

As palavras são de Cláudia Regina Mateus Simões, a mulher que acusa um agente da PSP, Carlos Canha, de a ter agredido a ponto de a deixar desfigurada, e cujas fotos de rosto inchado, assim como um vídeo em que aparece no chão, com o dito agente em cima, correram as redes sociais, chegando rapidamente às TV e jornais, tendo já determinado o ordenar de um inquérito pelo ministro da Administração Interna, além de dois processos judiciais.

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