Premium Mamadou Ba: "Os partidos estão a legitimar a retórica da extrema-direita"

O dirigente do SOS Racismo escreveu contra a polícia chamando-lhe "bosta da bófia" no rescaldo dos acontecimentos da Av. da Liberdade. Nesta entrevista dá as suas explicações e critica o mal-estar nos chamados bairros problemáticos. Também fala do racismo que considera existir em Portugal.

Mamadou Ba, 45 anos, chegou a Portugal em 1997. Nascido no Senegal, tem nacionalidade portuguesa. "Os meus filhos são portugueses", diz ao DN. As suas críticas à atuação da polícia no bairro da Jamaica, Seixal, são violentas, classificando-a como "bosta da bófia". Como é violenta a intervenção das forças de segurança nestes bairros, no que constitui, segundo o dirigente do SOS Racismo, um "padrão". Em entrevista argumenta que há um racismo institucionalizado e explica também porque o irritou a associação feita ao Bloco de Esquerda - em que trabalha como assessor parlamentar.

Falou da PSP como "a bosta da bófia". A polícia é bosta?
Chamo bosta à atuação da polícia. É vernáculo sim, que tem que ver com a caracterização de uma situação. Bater em alguém por ser negro ou cigano para mim é uma bosta. Eu recebi vários tipos de insultos e ameaças por ter escrito isso. Mas sim, para mim, bater em alguém porque é negro ou cigano é uma bosta. E matar alguém porque é negro ou cigano é pior do que uma bosta.

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