Premium O hostel, os requerentes de asilo, o Covid-19 e o jogo do empurra

Parece que ninguém, nos planos de contingência para o Covid-19, se lembrou dos refugiados amontoados em hostéis: nem o Conselho Português para os Refugiados, nem o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, nem o Alto Comissariado para as Migrações. E agora empurram a responsabilidade uns para os outros.

"Horrível, eles abrem a porta dos quartos sem bater, não tem educação, falta água, barato sai caro, quem não puder outro lugar, melhor dormir na rua ou na estação de trem, precisa melhorar muito, abrem os quartos de uma vez, tem mulheres nuas, coitadas"; "Hostel mal frequentado com muitos
indivíduos na porta da rua a ingerirem bebidas alcoólicas e a meterem-se com quem passa. Segundo informações serve para albergar refugiados..."; "O quarto era super apertado, beliches dentro de caixotes, o acesso a algumas camas eram por um corredor super estreito que mal passava uma mala. Não tinha aquecedor em nenhum local, sendo bastante frio na época do inverno. Os chuveiros esquentavam pouco em horários de pico e o banheiro não era muito limpo."

Os três comentários, datados de há três meses, seis meses e um ano, apresentam-se como sendo de clientes do hostel Aykibom, evacuado no último domingo depois de um dos ocupantes, um requerente de asilo, ter testado positivo para Covid-19. Veio a verificar-se que mais 136 - num total de 170 requerentes de asilo ali instalados - estavam infetados.

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