Premium Universidades em roadshow pelo mundo para seduzir filhos de emigrantes

Ideia é trazer investimento para o país e ajudar a travar a quebra demográfica nas universidades do interior. Cursos têm 7% de vagas reservadas para emigrantes.

O governo e as universidades e politécnicos andam num roadshow pelos países com maiores comunidades de emigrantes a tentar seduzir os lusodescendentes para virem estudar para Portugal. Na teoria, a ideia é divulgar o programa que quer atrair estudantes internacionais para o ensino superior português e "reforçar a ligação à diáspora", mas na prática passa muito também por trazer investimento para o país e ajudar a travar a quebra demográfica nas universidades do interior.

Luxemburgo, França, África do Sul, Alemanha, Bélgica, Estados Unidos da América e Suíça. Estes são os países por onde vão passar as jornadas em que os emigrantes vão ser informados de que existe um contingente especial no ensino superior português para lusodescendentes, para os quais estão reservadas 7% das vagas em qualquer curso na 1.ª fase de acesso. Isto porque "o canal de divulgação da medida tem falhado", admite o secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.