Premium Vagas anunciadas pelo ministério ocupadas por auxiliares que já estão nas escolas

Contas dos sindicatos, cerca de 2500 assistentes operacionais que estão a tempo certo nos agrupamentos e podem ocupar as mil vagas prometidas pelo ministério para entrar na função pública. "Arriscamo-nos a ter um concurso de impacto zero", dizem. Esta quinta e sexta-feira, está marcada uma greve que pode fechar escolas.

As cerca de mil vagas para assistentes operacionais anunciadas pelo Ministério da Educação há um mês podem ser todas ocupadas por funcionários que já estão nas escolas. Diretores e sindicatos estão preocupados com essa hipótese, que na prática não resolveria os problemas de auxiliares no terreno, uma das principais razões para a greve destas quinta e sexta-feiras do pessoal não docente. Ao DN, o ministério admite que podem concorrer a este concurso "candidatos com vínculo temporário à administração pública", embora acredite que a maioria desses trabalhadores já tenha entrado no programa de regularização de trabalhadores precários.

As contas são da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS): o governo vai abrir 1067 vagas para os quadros da função pública para assistentes operacionais, mas neste momento existem 2550 auxiliares que as escolas contrataram depois da publicação da portaria de rácios, no final de 2017, com horários completos e que acabam os seus contratos no final do ano letivo, mas que não fazem parte do programa de regularização de trabalhadores precários (o Prevpap).

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