Premium Da ceia às prendas. É possível ter um Natal sem plástico

Optam por não oferecer presentes ou por dar objetos em segunda mão e experiências. Fazem embrulhos sustentáveis e compras a granel. Dizem não aos descartáveis. Patrícia, Ana e Catarina garantem que não é difícil ter um Natal mais amigo do ambiente. "O mais difícil é querer efetivamente mudar."

"Quisemos destralhar, ficar mais leves, regressar ao minimalismo." Foi com este objetivo que Patrícia Azevedo, de 35 anos, resolveu fazer uma venda de garagem. Quis desfazer-se dos objetos que a família já não usava. "Não são coisas das quais não gostamos, mas podemos perfeitamente viver sem elas." Não venderam tudo, e lembraram-se de que o Natal estava a chegar. "Pensámos: temos tantas coisas e muitas delas nem sequer foram usadas. Por que não convidar a família para ver se tem alguma coisa de que necessitem? Assim fazemos as prendas com esses objetos, em vez de estarmos a comprar coisas novas."

O sobrinho, por exemplo, adorou o casaco do tio, que estava praticamente novo. Uma história que se repetiu com os outros membros da família. Para embrulhar as prendas, Patrícia, o marido e a filha vão reutilizar os sacos que têm em casa. "Fazemos um embrulho catita com fio de algodão. Assim, não gastamos dinheiro e repassamos objetos, o que nos permite ter um Natal mais sustentável."

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