Exclusivo Uma Palma de Ouro, sexo e Elvis. 'Um Coração Selvagem' de David Lynch

Há 30 anos, chegava à América um dos filmes de culto mais amados de sempre: Wild at Heart - Um Coração Selvagem. David Lynch vinha de Cannes com uma Palma de Ouro e trazia sexo, sangue e Elvis à paisagem da estrada americana.

Um casaco de pele de crocodilo, dentes estragados de um sinistro criminoso e a peruca loira de uma espécie de mulher fatal. Foi há trinta anos e Um Coração Selvagem, mais conhecido pelo seu título original, Wild at Heart, de David Lynch, era o filme do verão de 1990 nos EUA, depois de em Cannes ter conquistado a Palma de Ouro. Para além das bizarrias acima mencionadas, a lista de insanidades lynchianas é quase infinita. Objeto de culto instantâneo, estas aventuras de Sailor e Lula punham David Lynch num pique de adoração, em especial junto de uma nova geração de cinéfilos que morreu de amores com uma fábula rock n' roll capaz de evocar os mitos de O Feiticeiro de Oz.

O filme foi também o passaporte para o estrelato dos seus atores. Nicolas Cage reforçava o estado de graça depois de papéis em obras fundamentais do final dos anos 80 como Peggy Sue Casou-se, do tio Francis Ford Coppola, Birdy - Asas de Liberdade, de Alan Parker, e O Feitiço da Lua, de Norman Jewison. Aqui transportava o seu próprio carisma à Elvis e sublinhava a vocação para personagens extremas.

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