As prioridades de Rui Rio: "Temos de começar já a trabalhar nas autárquicas 2021"

1. A grande prioridade para o país deve ser a criação de melhores empregos e melhores salários. Para isso é preciso alterar o modelo de crescimento económico, apostando no crescimento pelas exportações e pelo investimento. Isto significa levar a cabo políticas públicas que apostem no apoio às PME e numa estratégia de reforço da poupança nacional. Temos um endividamento externo demasiado elevado e, por isso, temos de voltar a conseguir um saldo externo positivo.

Por outro lado, a pior marca deste governo é sem dúvida a degradação dos serviços públicos, Assim, propusemos no nosso programa eleitoral e defendemos que a aposta na melhoria dos serviços públicos, através de uma maior dotação financeira, mas sobretudo uma melhor gestão que é essencial para travar este estado de degradação e falta de resposta ao nível dos cuidados médicos urgentes e de saúde familiar.

Entre as principais prioridades, defendo ainda que é muito importante diminuir a carga fiscal, o que já percebemos que não irá acontecer pelo menos no próximo ano. Nesse sentido, o PSD irá propor em sede de discussão na especialidade do OE para 2020 a diminuição do IVA da eletricidade, entre outras propostas.

Gostava igualmente de ver o PSD a liderar as grandes reformas que o país precisa em áreas como a segurança social, a justiça ou a reforma do sistema político. No final, aquilo que pretendemos é proporcionar melhor qualidade de vida aos portugueses, com maior estabilidade, sem estar permanentemente dependente das mudanças de governo ou das oscilações da economia internacional.

2. Tal como afirmei ao longo desta campanha interna que agora termina, entendo que as prioridades para os próximos dois anos são três: em primeiro lugar, temos de começar já a trabalhar nas eleições autárquicas de 2021 para conseguirmos recuperar o maior número possível de mandatos em todo o país e, consequentemente, aumentar o número de presidentes de câmara, para inverter a queda brutal registada em 2013 e, sobretudo, 2017. Uma forte implantação do Partido no terreno é vital para o seu crescimento e reconhecimento junto da sociedade.

Além da aposta nas autárquicas, considero fundamental continuar a abrir o Partido à sociedade civil, através do alargamento do Conselho Estratégico Nacional, por forma que cada um possa encontrar no PSD um fórum de debate sobre questões pessoais, profissionais ou de interesse geral. Alicerçado nos valores da social-democracia, queremos que o PSD volte a ser o partido mais português de Portugal.

Por último, mas não menos importante, o partido tem de estar concentrado na oposição ao governo, de forma construtiva; ou seja, criticando, denunciando e apresentando alternativas, que possam conquistar a confiança dos cidadãos e voltar a governar Portugal.

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