Catarina Melo é de Oeiras e foi estudar biologia marinha para a Universidade do Algarve pois "não tinha
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Ensino Superior

Eles trocaram Lisboa por outras cidades. Só cerca de 6% dos estudantes o fazem

Em mais de metade das sub-regiões do país, a quantidade de estudantes a saírem do local onde residem para estudar é superior à daqueles que ficam. Mas Lisboa está no lado oposto da tabela, como a maior exceção. Assim como o caso de Bruno, Catarina e José, naturais da capital, que escolheram deixar o distrito.

O que faz um estudante de Lisboa, o distrito mais concorrido no ensino universitário, escolher outra região do país para estudar? Para o jovem Bruno Varandas nunca houve dúvidas: depois de concluído o ensino secundário, iria para a Universidade do Algarve, a cerca de 300 quilómetros de distância do local onde cresceu, Carcavelos. Também Catarina Melo, de Oeiras, sempre soube que a passagem para o ensino superior seria feita na ponta sul do país. Já José Dinis, natural de Lisboa, rumou a norte, mais propriamente até ao Minho, por lá ter encontrado o curso dos seus sonhos. Apesar de terem crescido no distrito onde a oferta do ensino superior é maior, a nível nacional, escolheram outras zonas e universidades do país. São a exceção à regra. De acordo com dados enviados ao DN pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), apenas 5,6% dos alunos residentes na Área Metropolitana de Lisboa (AML) saem para estudar noutra região.

A maioria dos alunos - mais de 91 mil (94,3%) - que escolhem esta zona para estudar residem dentro da mesma. Os restantes chegam, em grande parte, das sub-regiões Oeste (5439), do Algarve (3349), de Lezíria do Tejo (3303) e do Médio Tejo (2687). A AML é o destino predileto dos estudantes, com mais de 124 mil, seguida pela Área Metropolitana do Porto (acima de 67 mil alunos) e Coimbra (cerca de 30 mil).

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