Segurança máxima nos exames. Só uma dúzia de pessoas conhecem as perguntas
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Exames nacionais

Segurança máxima nos exames. Só uma dúzia de pessoas conhecem as perguntas

Desde os professores que elaboram as provas até à sua chegada às escolas, pela mão da polícia, há um percurso que exige segredo máximo. Nesta segunda-feira começam os exames nacionais

Quando nesta segunda-feira de manhã chegar às mãos dos estudantes do ensino secundário o exame nacional de Filosofia do 11.º ano, a primeira de 22 disciplinas a exame até 27 de junho, o enunciado da prova já passou por várias fases, desde a elaboração, a impressão e a distribuição, em que o segredo e a segurança são essenciais.

Com conhecimento concreto do conteúdo, das perguntas, há cerca de uma dúzia de pessoas, que estão obrigadas a confidencialidade, nem à família devem revelar a sua tarefa. Os computadores que usam nem estão ligados à internet. "O processo é feito com total sigilo e segurança. Os portugueses podem estar tranquilos, há equidade entre os alunos e igualdade nos critérios de classificação", disse ao DN Luís Pereira dos Santos, presidente do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), organismo, com autonomia técnica e pedagógica, que é responsável pela conceção dos testes.

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