Premium Livros em desconto e farturas gourmet: já acabou a Feira do Livro

A 89.ª edição da Feira do Livro de Lisboa terminou neste domingo e o balanço de editores e leitores é claramente positivo.

Há uma fila de pessoas em frente de uma cadeira vazia no pavilhão da Porto Editora. O escritor angolano Eduardo Agualusa está quase meia hora atrasado para a sessão de autógrafos, mas isso não parece demover os leitores que têm nas mãos os volumes coloridos de O Vendedor de Passados e A Educação Sentimental dos Pássaros. Na Praça Laranja há outro escritor atrasado que tem uma pequena multidão à sua espera. Já não há cadeiras vazias para assistir à apresentação do livro de Ricardo Araújo Pereira, Mixórdia de Temáticas - Série Lobato. "Ele só vem quando acabar o futsal", comenta alguém. Virá, então, mais bem-disposto, com a vitória do seu Benfica.

Está calor nesta última tarde de Feira do Livro no Parque Eduardo VII, em Lisboa. Famílias inteiras passeiam de gelados numa mão e sacos de livros na outra (sacos de papel, quase todos, uma novidades neste ano). No pavilhão da Almedina, o músico Pedro Branco toca guitarra e vai cantando umas canções. A Princesa Poppy distribui abraços pelas crianças e tira fotografias. Assim como o Garfield. O Lobo Mau. O Estranhão. E a Bruxa Mimi. No pavilhão da Gradiva, o Instituto de Astrofísica e Ciência do Espaço instalou um telescópio apontado "à nossa estrela", que é como quem diz ao Sol. Espreita-se e só se vê uma enorme mancha branca. "À noite, vamos ver a Lua." Na esplanada da Presença, Isabel Monteiro, tradutora e professora de Português, recolhe assinaturas para a ILCAO - Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. "Ainda podemos alterar a lei", garante. "Basta haver vontade política."

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