Premium Professores em burnout. Sobem para quatro as mortes que a Fenprof quer ver investigadas

Mais de 75% dos professores encontram-se num estado de exaustão emocional, de acordo com um estudo que analisou 19 mil docentes. Mário Nogueira quer que sejam investigadas as quatro mortes recentes de professores em trabalho. Se estiverem relacionadas com burnout, o secretário-geral da Fenprof considera que o Estado deve ser responsabilizado.

A morte repentina de três professores enquanto trabalhavam nos últimos meses fez soar os alarmes na Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Numa conferência que decorreu no Porto, Mário Nogueira, secretário-geral da organização sindical, revelou que vai pedir ao Ministério Público (MP) que investigue as causas das mortes e, logo após o anúncio, chegou à Fenprof mais um caso: uma professora da Escola Básica e Secundária de Fajões (Oliveira de Azeméis) morreu recentemente enquanto corrigia testes de avaliação.

"São pessoas que morrem a trabalhar. Perante tantos casos em tão pouco tempo, temos de perceber se é apenas coincidência ou se é mais do que isso", diz o dirigente ao DN, acrescentando que "provavelmente vão surgir mais" denúncias nos próximos dias. Para Mário Nogueira, é preciso "apurar os motivos das mortes", para determinar se podem estar relacionadas com "o desgaste, burnout, o facto de alguns colegas estarem a chegar ao limite".

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