Premium Oliver Wainwright: "Os norte-coreanos acham que o sul está ocupado pelos EUA"

O crítico de arquitetura do The Guardian passou dez dias a ver a arquitetura de Pyongyang e tirou duas mil fotografias. O que mais o impressionou foram as cores da cidade.

Destruída em 1953, após os bombardeamentos resultantes da guerra das Coreias, Pyongyang foi reconstruída a partir da visão do líder, Kim Il-sung. A cidade é marcada por grandes avenidas que ligam monumentos chave cujo gigantismo pretende sublinhar a grandeza do país, como diz Oliver Wainwright, que esta terça-feira esteve no Centro Cultural de Belém, convidado para as Conferências da Garagem, e mostrou as fotografias que captou na cidade e falou da construção e urbanismo da capital da Coreia do Norte.

Crítico de arquitetura e design do jornal The Guardian, Oliver Wainwright, 34 anos, cruzou-se com o trabalho de arquitetos norte-coreanos durante a Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2014. Nessa rara ocasião, em que foi mostrado ao lado dos sul-coreanos no pavilhão da Coreia. "Assemelhava-se à série Jetsons", conta ao DN. Os arquitetos tinham sido escolhidos pelo jornalista britânico sediado em Pequim Nicholas Bonner, que é também um dos impulsionadores das viagens até à Coreia do Norte. "Ele disse-me que tinha de ver o trabalho dos novos arquitetos".

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