Exclusivo Manuel Barbosa: "Podemos sair melhores ou piores da pandemia, mas não somos a mesma coisa"

Para o padre Manuel Barbosa, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, só presencialmente é que celebrações como a eucaristia têm sentido. Esperança e confiança são as palavras para 2021.

Qual é a mensagem da Igreja Católica para 2021?
A mensagem é muito diversa, mas no essencial é uma mensagem de esperança, de confiança perante esta situação gravíssima que estamos a passar, mas devemos manter esta esperança, esta confiança de que as coisas vão mudar com o esforço de todos, e ao mesmo tempo que há esta confiança e esperança. Tem de ser uma mensagem de mantermos todos os cuidados, todas as cautelas sanitárias, para que o ano decorra bem, no sentido de ultrapassarmos esta situação de pandemia. No fundo, é esta a mensagem, porque diante desta crise, como dizia o Papa Francisco num livro publicado recentemente, vamos sair diferentes. Podemos sair piores ou melhores desta pandemia, mas já não somos a mesma coisa, somos diferentes porque passámos por isto e devemos levar isto com toda a confiança, com toda a esperança e com um sentido forte de solidariedade, sermos solidários uns com os outros, de nos ajudarmos, de cuidarmos de nós mesmos e uns dos outros. E oxalá que a pandemia passe depressa, também com a ajuda da vacina, que deve ser para todos, sem exceção.

Como têm chegado às pessoas nestes tempos de confinamento?
No primeiro confinamento, de março até final de maio, as igrejas podiam estar abertas, mas não tivemos celebrações com chamadas públicas, comunitárias. E nesse período houve um incentivo muito grande, com toda a criatividade, e qualidade também, das transmissões por via digital. Não é a mesma coisa, porque a celebração da eucaristia, da missa, naturalmente, é presencial. Só faz sentido como assembleia congregada por Deus, em Jesus Cristo, no seu espírito, portanto, é uma assembleia presencial. Unimo-nos espiritualmente através desta forma. Depois veio essa fase em que retomaram em finais de maio as celebrações, com todos os cuidados. As igrejas prepararam-se bem, com as distâncias, com os cuidados higiénicos, com tudo isso que nós sabemos, para cuidar daqueles que iam participar fisicamente nas celebrações, e, que se saiba a nível da Igreja Católica, não houve nesse período, não tem havido, situações de contágio. Houve sempre esse cuidado para evitar a pandemia.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG