Premium A última campanha eleitoral foi "negativa", mas passou no teste do populismo

Os líderes partidários dominam a informação. Os cidadãos pouco são ouvidos. Há conflito, antagonismo, controvérsia. Na campanha de 2015 falou-se mais das características de Passos Coelho e de António Costa do que da crise. Mas, ao contrário de outros países, o populismo não cresceu.

Para um otimista, é reconfortante saber que só em 0,1% das notícias publicadas durante a campanha de 2015, em Portugal, havia referências a um dos temas que está no topo do antagonismo político nos maiores países europeus: o conflito religioso, o islamismo, a desconfiança face a uma minoria.

Já um pessimista olhará para outro destes números com preocupação. A campanha eleitoral, nos media, é uma espécie de "corrida de cavalos". Só 3,8% das histórias citaram cidadãos fora das máquinas eleitorais. 65,9% da informação centrou-se nos líderes partidários.

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Técnicos e juízes receiam ataques pelas suas decisões

É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.