A 21 de agosto de 2009 derrocada da falésia fez cinco mortos na praia Maria Luísa, quatro da mesma família.
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Acidente da praia Maria Luísa em tribunal. Pode haver justiça dez anos depois?

O acidente que fez cinco mortos na praia de Albufeira começa nesta sexta-feira a ser julgado. Passaram quase dez anos desde a tragédia que dizimou uma família inteira: mãe, pai e as duas filhas. O avô era o único familiar próximo, mas também já morreu. O herdeiro é agora um sobrinho.

Naquela sexta-feira 21 de agosto, a família Fonseca gozava o último dia de férias no Algarve. Segunda-feira regressariam ao trabalho, no Porto. Era quase meio-dia quando a sombra que escolheram para se abrigarem do sol a pique lhes levou a vida, sem aviso prévio. A arriba da praia Maria Luísa caiu e por causa disso morreram António José Fonseca e Anabela, marido e mulher, de 59 e 57 anos, e as filhas, Rita e Mariana, com 31 e 26 anos. Uma família inteira dizimada no dia em que se despediam das férias. Mãe e filhas morreram ali na praia, soterradas, o pai viria a falecer depois de ataque cardíaco.

O julgamento da tragédia da praia Maria Luísa, ocorrida em 2009 e que fez cinco mortos, inicia-se nesta sexta-feira de manhã no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé. Passaram-se quase dez anos sobre os acontecimentos. Os tempos da justiça não se compadecem com os da vida humana e o único herdeiro da família Fonseca, o pai de Anabela, avô das jovens e sogro de António José, o senhor Manuel Marques Pereira, morreu à espera que se fizesse justiça pela morte, num único dia, de toda a sua família próxima. Era o único herdeiro direto, não havia mais ninguém, nem irmãos nem tios. Depois da sua morte, o tribunal habilitou como herdeiro um sobrinho, o mesmo que cuidou dele durante o tempo em que esteve doente.

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