Premium 20 anos a Ler Devagar: para José Pinho uma livraria é como uma sala de estar

A primeira loja abriu há 20 anos no Bairro Alto e já não existe. A ler Devagar está há dez anos na LxFactory mas o empresário está sempre a planear mais uma livraria: a próxima vai ser no Porto e a seguir, quem sabe, no Brasil.

"Ainda não perdi a esperança de ter aqui uma cama." Sentado a uma das mesas do café da livraria Ler Devagar, na LxFactory, rodeado de estantes com livros até ao teto, José Pinho confessa que ainda gostava de fazer como a Shakespeare & Co, livraria em Paris onde é possível pernoitar. Até esse momento, fica contente por ter ali uma livraria que é quase como uma sala de estar, com recantos onde podemos sentar-nos a ler ou a trabalhar, passar horas a vasculhar as prateleiras, ver uma exposição ou ficar simplesmente à conversa com Pietro Proserpio, o artista que está no piso de cima a mostrar as suas criações mecânicas - é ele o autor da bicicleta que está pendurada no meio do armazém e que já se tornou a imagem de marca do espaço.

A livraria de Alcântara comemorou dez anos em abril mas outro aniversário maior se aproxima: no domingo passam 20 anos desde a abertura da primeira das livrarias Ler Devagar, no Bairro Alto. De então para cá, José Pinho perde-se na conta das lojas que já abriu e que já fechou, das que prevê que não vão durar muito mais e das que quer ainda lançar: talvez ainda neste ano abra a primeira Ler Devagar no Porto (já começaram as obras no espaço na Rua José Falcão) e espera em breve chegar ao Brasil ("Eu gostava de Paraty mas ainda não sabemos"). Quem havia de dizer?

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.