Premium 24 Horas de Le Mans filmado com a garra de um filme do velho oeste

Foi em 1966 que a Ford desafiou o domínio da Ferrari nas 24 Horas de Le Mans. O novo filme de James Mangold, Le Mans '66: o Duelo evoca esse momento de grande espetáculo, contando com excelentes interpretações de Matt Damon e de Christian Bale.

A velocidade já não é o que era. Eis a lição, não exatamente automobilística, mas ética e estética, que encontramos num filme como Le Mans '66: O Duelo. De facto, neste tempo em que a aventura se mede pelo ruído ensurdecedor dos super-heróis digitais, cada vez mais repetidos e repetitivos, sabe bem encontrar um filme que, sendo sobre a vertigem da velocidade (e também com muito ruído, há que reconhecer...), se apresenta, acima de tudo, como uma saga humana e, no plano cinéfilo, uma reinvenção das parábolas clássicas sobre os labirintos da amizade.

Em boa verdade, está em cena um momento fulcral na evolução da história industrial dos automóveis, desde a sua tecnologia até ao seu apelo mitológico. O título original do filme resume a situação, quer dizer, o confronto de duas marcas lendárias: Ford vs. Ferrari. Dito de outro modo: em 1966, perante o domínio dos italianos da Ferrari nas 24 Horas de Le Mans, com vitórias consecutivas nas seis edições anteriores, a Ford americana, liderada por Henry Ford II (neto do fundador Henry Ford), arriscou tudo no sentido de criar um novo modelo de automóvel capaz de desafiar o poder da Ferrari.

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