"Queremos uma segunda oportunidade." E a escola renasceu para eles
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Samora Correia

"Queremos uma segunda oportunidade." E a escola renasceu para eles

A taxa de abandono escolar em Portugal nunca foi tão baixa, mas o problema persiste. Em Samora Correia, combate-se o abandono com escolas. Chamam-lhe Escola de Segunda Oportunidade e a primeira foi criada em 2008 no norte do país. Foram oficialmente institucionalizadas em agosto.

"O João é o melhor amigo do Tiago. O João gosta muito de estar com o seu melhor amigo", lê-se no quadro da sala de aula, onde estão sentados cinco alunos. "Não precisamos de dizer tantas vezes o nome João", adianta a professora de Português. Os substitutos chamam-se pronomes, mas eles ainda não o sabem. O que sabem é apenas que o João também pode ser "ele". "Ele gosta muito de estar com o seu melhor amigo", lança João Moleiro, de 17 anos. E a professora Filomena imediatamente recompensa o esforço: "Boa, Jonnny." O que é diferente aqui, na Escola de Segunda Oportunidade de Samora Correia, Benavente, é que "os professores têm mais tempo para falar com os alunos", diz o aluno. Jonny integrou este projeto depois de vários anos de chumbos. Antes, nem sequer ia às aulas, agora diz sem hesitar: "Quero continuar a estudar, fazer o 12.º ano, para poder ter um emprego decente."

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