Premium Estas são as Batukadeiras que arrebataram Madonna

A cantora rendeu-se a estas mulheres "fortes, autênticas e cheias de alma" e convidou a Orquestra Batukadeiras de Portugal para o disco. Três delas estão na digressão Madame X.

"Batuque é assim: uma pessoa pode ter um mal, pode ter problemas, mas quando entra no batuque esquece tudo. Tudo mesmo." Maria de Lurdes tem 61 anos e, quando dança, abre os braços e um sorriso enorme e esquece-se da idade e das dores naquele corpo que começa a fazer limpezas ainda de madrugada. "É o corpo que manda. Se queremos dançar, levantamo-nos e dançamos. Isto é só mexer o corpo, não tem nada que saber."

Batuque é assim: são grupos de 10 a 20 mulheres cabo-verdianas que se juntam sentadas numa meia-lua, com uma tchabeta entre as pernas. O batuque começa devagar. As mãos batem levemente na tchabeta, as vozes ainda baixinho. Primeiro, uma só voz, a seguir todas em coro. Depois o ritmo acelera. O som é cada vez mais forte e contagiante. De repente, uma das mulheres levanta-se e começa a dançar. O "pano da terra" enrolado na anca, o corpo como que em transe.

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