Premium "Marcelo tem de se reinventar, o seu estilo de presidência não dá para mais cinco anos"

Faz hoje três anos o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa. Já dá para fazer um retrato nítido. E várias análises, entre a política e a sociologia. A investigadora de media Felisbela Lopes garante que Marcelo é o mais singular dos Presidentes.

Percebendo o presente mais depressa se chega ao futuro. O mandato de Marcelo Rebelo de Sousa tem sido singular, tão diferente de qualquer um dos outros antecessores, mesmo do popular Mário Soares, que levou, já, a que se escrevessem várias teses e análises sobre ele. A dois anos de uma possível recandidatura - que tem admitido a conta-gotas - já é possível fazer o retrato do relacionamento do Presidente com o país, com o povo e com os poderes. E quem o tem acompanhado de perto não tem dúvidas sobre o que fará: "Marcelo, ao selar um pacto emocional com as pessoas, não tem margem para não se recandidatar. Ele deixaria órfãos os portugueses com os quais andou a selar este pacto há três anos", afirma Felisbela Lopes, uma das autoras do livro Marcelo, Presidente de Todos os Dias, lançado nesta semana.

Outra das certezas da investigadora da Universidade do Minho, especialista em jornalismo, é que "Marcelo vai ter de se reinventar, porque o seu estilo de presidência comporta riscos, e o maior deles é a saturação". Para Felisbela Lopes, que escreveu o livro em parceria com a jornalista do Público Leonete Botelho, o estilo de presidência de Marcelo "foi muito eficaz para um tempo que já está a passar", em que foi preciso neutralizar a crispação na sociedade, em que existia descrença e o país estava afundado numa crise. Viviam-se os anos de grande impacto do plano de ajustamento da troika.

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