Premium Rui Rio. Ruturas, jogadas arriscadas e promessas seguras

As duas últimas semanas foram um carrossel para o líder do PSD. Jogou nomes "arriscados" para cabeças-de-lista do partido em vários distritos. Foi elogiado, até pelos adversários internos por isso. Avançou com a promessa de uma valente descida de impostos caso ganhasse eleições. E só no final se soube que um dos seus vice-presidentes, Manuel Castro Almeida, bateu com a porta porque se sentiu "desconsiderado" e divergente com a estratégia de Rui Rio.

"Não , não!" Foi assim que Rui Rio respondeu, convicto, à pergunta dos jornalistas da TVI se é "centralizador e ditador". Uma pergunta feita na sequência da demissão do vice-presidente do PSD, Manuel Castro Almeida Rio afirmou na segunda-feira à noite que só quando tem "convicções inabaláveis" é que impõe a sua vontade.

Suportou ainda a ideia de que gere o partido de forma aberta e democrática ao admitir que vai integrar nas listas de candidatos às eleições legislativas críticos internos, desde que sejam "leais". Reconheceu que o caminho que tem pela frente não é fácil. "Hoje na política para chegar a qualquer lado é preciso a capacidade de resistência quando devia ser as capacidades da pessoa". Não sabe é se tiver um mau resultado a 6 de outubro se conseguirá resistir na liderança do partido. "O apego a que tenho ao lugar é nenhum, mas apenas a obrigação pelo serviço público e o respeito pela história do PSD. A minha ambição é servir e na altura se verá".

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