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Ambiente

Ambiente: de vaga preocupação a prioridade nacional

Da esquerda à direita, o combate às alterações climáticas ganhou um enorme protagonismo nos programas eleitorais. É a nova coqueluche, com várias referências. PSD triplicou, CDS quintuplicou, Bloco e PS quadruplicaram.

É um dado simbólico, mas ilustrativo: entre 2015 e 2019, o PS quadruplicou o número de referências às alterações climáticas no programa eleitoral; o Bloco de Esquerda idem: quase quatro vezes mais; o CDS multiplicou por cinco as referências face ao programa anterior da coligação de direita, o PSD triplicou. No espaço de quatro anos, as alterações climáticas passaram de um item mais ou menos disperso no meio das promessas eleitorais a desígnio estratégico dos vários partidos, com PS, BE, PEV e PAN a iniciarem os programas exatamente por esta questão.

Há quem lhe chame emergência, crise, quem queira um Ministério da Ação Climática e uma Lei do Clima. Promete-se a transferência dos impostos sobre o trabalho para a penalização da poluição, a abolição dos plásticos não renováveis. As respostas são diferentes, mas não há, entre os partidos com assento parlamentar, quem negue ou menorize as alterações climáticas (embora o CDS sublinhe que o compromisso ambiental deve ser "fundado na ciência").

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