Premium "O objetivo da conquista do Ceilão foi transformá-lo numa ilha portuguesa"

Entrevista a Eduardo Pires Coelho, autor de Taprobana, um romance cuja ação se desenrola na atualidade, mas também nos séculos XVI e XVII no Ceilão, a ilha que hoje se chama Sri Lanka e que já foi a Taprobana da qual fala Camões nos Lusíadas.

Este livro, Taprobana, nasceu de uma visita ao Sri Lanka, o antigo Ceilão, também a mítica Taprobana de que fala Camões?
Nasceu antes. Eu fui ao Sri Lanka já com a ideia na cabeça. Ela nasceu quando eu estava a escrever o primeiro livro, que era sobre Malaca. A ligação entre Malaca e o Ceilão era bastante interessante e o percurso histórico também é mais ou menos parecido.

Com a presença portuguesa nos dois sítios, estamos a falar do século XVI, início do século XVII?
Sim, até meados do século XVII. Malaca foi portuguesa a partir de 1511 e ao Ceilão chegámos em 1506. Houve 150 anos quer num lado quer no outro. Eu comecei a reparar muito no Ceilão porque muitas das tropas que vinham de Goa em direção a Malaca e a outros sítios eram desviadas para o Ceilão por causa das guerras que aí aconteciam. A partir daí, comecei a investigar a história do Ceilão.

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