Premium O vizinho do norte que é o anti-Trump. Até na luta contra a covid

Os protestos antirracistas nos EUA tiraram nesta semana protagonismo ao novo coronavírus nos media canadianos e até deixaram o primeiro-ministro Trudeau sem palavras. Mas o gigante d o norte há muito tem de viver com as comparações com o vizinho do sul e até desenvolveu um - "infundado" - sentimento de superioridade.

Todos olhamos com horror e consternação para o que se passa nos EUA", acabou por dizer Justin Trudeau após um silêncio de 21 segundos, durante os quais o primeiro-ministro canadiano procurou as palavras certas para comentar os violentos protestos no vizinho do sul após a morte de George Floyd, um afro-americano de 46 anos, sufocado pelo joelho de um polícia. Se alguém duvida da proximidade entre os dois gigantes da América do Norte, basta ver os jornais canadianos, onde o assassínio de Floyd domina, relegando até para segundo lugar a pandemia de covid-19.

Mas também na luta contra o novo coronavírus, os caminhos de Canadá e EUA não podiam divergir mais. Talvez graças ao seu sistema nacional de saúde, que tal como os europeus garante o acesso de todos, gratuito, aos cuidados de saúde, o Canadá conseguiu melhores resultados do que o vizinho no combate à pandemia. Se os EUA se aproximam a passo galopante dos dois milhões de infetados e já passaram os 110 mil mortos, o Canadá ultrapassou os 93 mil casos e aproxima-se das 7700 vítimas mortais. Uma diferença enorme, mesmo tendo em conta que os EUA têm mais de 330 milhões de habitantes, enquanto o Canadá não chega aos 38 milhões, espalhados por um enorme território que faz dele o segundo maior país do mundo.

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