Premium Gauri van Gulik: "As migrações não são a causa do aumento do populismo. É o medo"

Para a diretora da Amnistia Internacional Europa, "a grande ameaça são os partidos do centro, que adotam as políticas da extrema-direita para a tentar conter".

Gauri van Gulik sorri e diz que tem "esperança". Essa é a notícia numa entrevista com a mulher, holandesa, que liderou a Amnistia Internacional (AI) Europa nos últimos tempos. É claro que o pessimismo também tem um papel, numa conversa que inclui a forma como estão a ser tratados os refugiados, as mortes no Mediterrâneo, o crescimento da extrema-direita, a desinformação. Mas Gauri, que deixa a AI no final de julho, garante que há "sinais de mudança".

E tem uma prioridade para o que vai fazer no futuro: combater a "criminalização da solidariedade". Até em problemas sérios, e persistentes, como o da violência doméstica em Portugal, mostra alguma confiança: "É uma questão de vontade política. Portugal pode, e deve, implementar o que está na Convenção de Istambul. É possível acabar com a violência doméstica."

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Bolas de aço, berlindes, fisgas e ácido. Jovens lançaram o caos na Catalunha

Eram jovens, alguns quase adultos, outros mais adolescentes, deixaram a Catalunha em estado de sítio. Segundo a polícia, atuaram organizadamente e estavam bem treinados. José Manuel Anes, especialista português em segurança e criminalidade, acredita que pertenciam aos grupos anarquistas que têm como causa "a destruição e o caos" e não a luta independentista.