Premium Amadora. Em seis anos 76% das queixas contra a PSP foram arquivadas

Entre 2014 e 2019 a PSP instaurou 243 processos disciplinares contra polícias da Amadora por suspeita de agressões a cidadãos. A maioria, três quartos, foi arquivada e as restantes estão por decidir.

Desde o histórico caso da esquadra de Alfragide em 2015, no qual 18 polícias foram acusados de ter torturado, sequestrado, humilhado, injuriado e agredido, com motivação racista, seis jovens negros da Cova da Moura, tanto a PSP como o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Ministério Público (MP) da Amadora acompanham com atenção todas as denúncias de cidadãos que se queixam de ter sido agredidos por agentes. No bairro que foi o epicentro da violência há a perceção de um melhor relacionamento com as autoridades.

Uma avaliação feita pela PSP, a pedido do DN, nesta zona de segurança sensível mostra que nos últimos seis anos foram instaurados 243 processos disciplinares "por eventual prática de ofensas à integridade física" de cidadãos. A maior parte são casos de suspeitos que, na altura da detenção, acusam a polícia de abusar do uso da força e de situações relacionadas com infrações de trânsito. Embora a esmagadora maioria destes processos seja de agentes em serviço, este número inclui também alguns episódios de denúncias por violência doméstica. A PSP não faz a separação das queixas privadas e em funções. Também não tem um levantamento a nível nacional.

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