Premium "As escolas nunca vão estar preparadas se não fizermos pressão para que estejam", diz secretária de Estado

O Decreto-Lei n.º 154/2018 define a educação inclusiva: todas as crianças e jovens com deficiência e em idade escolar têm de frequentar uma escola regular, mas pais e professores dizem que é preciso mais meios.

Francisca, 13 anos, tem perturbação de autismo e está em situação de abandono escolar. Até agora andou numa unidade de referência, mas neste ano passou para uma escola pública num dos agrupamentos do Porto.

Na turma de 28 a 29 alunos em que se integra, Francisca - que não fala nem é autónoma - e uma colega estão sinalizadas com deficiência.Mas para o pai "não chega saber que a recebem na escola, preciso de ter a garantia do que vai fazer e se vai ser acompanhada."

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Catarina Carvalho

Um dia de silêncio para falar de campanha

Hoje é um dia de inferno para os meios de comunicação social. Ninguém pode falar da coisa mais importante sobre a qual tem de se falar - e isso é o contrassenso do jornalismo. É como o elefante no meio da sala. Hoje é dia de reflexão para as eleições de amanhã. Ora, as eleições de amanhã são o assunto a tratar, hoje. Mas não. Não se pode apelar ao voto, fazer campanha é punido com multas, e isso inclui qualquer artigo ou peça jornalística que se considere enquadrar nessa categoria pelas autoridades competentes, seja a Entidade Reguladora para a Comunicação Social ou a Comissão Nacional de Eleições. Há países onde acontece o mesmo - Itália, Espanha, França -, há países onde a campanha vai até à boca das urnas, como nos Estados Unidos. E as opiniões dividem-se sobre a utilidade e as consequências de ambos os modelos.