Premium Fake news. Governo, polícias e secretas ainda sem plano

Na UE foi pedida "urgência", mas só 13 países têm leis contra a desinformação. Governo reuniu-se com polícias, serviços de informações e reguladores para avançar "com a maior brevidade".

Na segunda-feira 22 de abril, Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, reuniu no seu gabinete todos os responsáveis pela segurança do Estado Português. Objetivo: um desafio urgente, o de avaliar o impacto que pode ter a "desinformação" em Portugal, a poucas semanas das eleições europeias de 26 de maio.

Sentados à mesa estavam diretores operacionais do SIS e do SIED, o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) Luís Neves, o responsável daquela polícia pelo combate ao cibercrime Carlos Cabreiro e o diretor do Centro Nacional de Cibersegurança, António Gameiro. O governo também estava em peso. Além da ministra da Presidência, participou na reunião o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, a ministra da Cultura, Graça Fonseca (que tem o pelouro dos media), as secretárias de Estado da Justiça, Anabela Pedroso, da Administração Interna, Isabel Oneto, dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias e o secretário de Estado da Educação, João Costa, entre outros altos responsáveis.

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Bolas de aço, berlindes, fisgas e ácido. Jovens lançaram o caos na Catalunha

Eram jovens, alguns quase adultos, outros mais adolescentes, deixaram a Catalunha em estado de sítio. Segundo a polícia, atuaram organizadamente e estavam bem treinados. José Manuel Anes, especialista português em segurança e criminalidade, acredita que pertenciam aos grupos anarquistas que têm como causa "a destruição e o caos" e não a luta independentista.