Premium Comandante do 'Arpão' pôs missão e guarnição de 33 militares em risco

Henriques Frade tomou decisões operacionais cujas potenciais consequências teriam posto em risco o submarino e os 33 militares a bordo.

O comandante do submarino Arpão foi exonerado em setembro, depois de uma missão pelo Mediterrâneo. Oficialmente, "por motivos administrativos", como disse ao DN o porta-voz da Marinha Pereira da Fonseca.

Mas, segundo diferentes fontes militares, as verdadeiras razões da demissão do comandante Henriques Frade - por parte do chefe do Estado-Maior do ramo, almirante Mendes Calado - tiveram por base questões de natureza operacional. O comandante do Arpão tomou decisões que puseram em risco a segurança do submarino e a vida da guarnição. E a demissão envolveu também o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro. O afastamento ocorreu a menos de dois meses do fim da comissão de Henriques Frade, colocado a seguir no EMGFA - leia-se, segundo os cânones castrenses: o ramo afastou-o da organização.

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