Premium 300 anos depois: Robinson Crusoé é herói ou vilão?

O romance de Daniel Defoe é estudado nas escolas e inspirou outros livros e filmes. Mas como podemos hoje dialogar com o herói racista e e colonialista de 1719?

A 25 de abril de 1719 - ou seja, há pouco mais de 300 anos -, o editor londrino William Taylor publicou um livro com um título bem longo: A Vida e as Estranhas e Surpreendentes Aventuras de Robinson Crusoé, de York, Marinheiro, abaixo do qual se poderia ler um pós-título ainda mais longo: "Que viveu vinte e oito anos sozinho numa ilha desabitada na costa da América, perto da foz do grande rio Orinoco; tendo chegado a terra após um naufrágio em que todos os homens morreram, exceto ele próprio. Dando conta de como foi por fim salvo por piratas." E no fundo da página ainda mais uma informação: "Escrito por ele próprio."

Não se tratava, porém, de mais um relato de um explorador, como havia tantos naquela altura, mas de uma autobiografia ficcionada, e o seu autor era Daniel Defoe. A confusão inicial não impediu o sucesso imediato do livro - considerado o primeiro romance moderno em língua inglesa. Logo nesse ano teve quatro edições. E o autor tratou rapidamente de escrever duas sequelas.

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