Premium 30 anos de Tiananmen: o veredicto que perdura

Trinta anos depois da repressão sangrenta sobre o movimento estudantil, por todo o mundo são lembradas as vítimas, mas na China continental reina um manto de silêncio. Uma revisão do veredicto não está no horizonte, dizem analistas.

Ao longo dos anos, o comentário do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da China às perguntas lançadas anualmente por jornalistas estrangeiros varia pouco. "Há muito tempo que o governo chinês chegou a uma conclusão sobre os tumultos políticos do final da década de 1980." E o veredicto é que o movimento estudantil foi um "motim contrarrevolucionário" e um "ato contra o governo".

A abordagem oficial à questão nas conferências de imprensa surge nos últimos anos com referências aos progressos registados no país desde então. "Ao longo da últimas três décadas, com mais reformas e abertura, as enormes conquistas sociais e económicas mereceram atenção de todo o mundo. A construção da democracia e do estado de direito continuaram a ser objeto de melhoria", dizia o porta-voz do MNE Hong Lei na véspera de 4 de junho de 2014.

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