Exclusivo  O homem que foi a Goa comprar um cofre de madrepérola e tartaruga que hoje vale um milhão

Conversa com Mário Roque, colecionador de arte, antiquário e médico.

Estamos os dois a meio de um café quando Mário Roque, que além de colecionador e antiquário sei ser médico imagiologista, me diz que participou "no primeiro transplante cardíaco em Portugal, em 1983, feito pelo Queiroz e Melo". Não escondo a surpresa, mesmo que seja verdade que este brunch em Lisboa, numa Delidelux, é o nosso primeiro encontro e que Mário, aos 63 anos, conta já com uma daquelas vidas muito, muito vividas. Aliás, a prova é quando me diz que começou "nisto das antiguidades quando tinha 10 anos".

"A minha mãe foi toda a vida uma grande colecionadora, porque tinha já bases familiares no domínio das antiguidades. E, desde os meus 10 anos, começou a introduzir-me nesse mundo. Comecei a acompanhá-la a antiquários, a feiras, primeiro nacionais e depois internacionais. Incutiu-me este gosto e o desejo da procura e da descoberta, ir descobrir a peça ao fim do mundo se possível. Andava sempre à procura e com uma grande preocupação de atualização, de se informar. Transmitiu três pontos essenciais: rigor nas atividades, preocupação com a qualidade e com a autenticidade das peças. Eram três pontos que para ela eram imprescindíveis", relembra Mário.

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