Premium Enfermeiros já admitem levar greve até às eleições de outubro

Com as posições extremadas, Associação Sindical dos Enfermeiros equaciona a hipótese caso não haja abertura do governo para negociar. Braço-de-ferro vem já desde novembro.

A segunda greve cirúrgica dos enfermeiros dura há três dias e as posições estão cada vez mais extremadas. Se de um lado o governo admite usar todos os meios legais para travar esta paralisação, referindo-se à requisição civil, com o primeiro-ministro, António Costa, a apelidar as greves cirúrgicas de "selvagens" e "ilegais", já do lado dos enfermeiros admite-se a possibilidade de prolongar o protesto até às eleições legislativas de outubro.

Esta é, pelo menos, uma possibilidade que está a ser equacionada pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), uma das estruturas sindicais que convocaram a greve às cirurgias programadas. "Está a ser apreciado em reunião da direção da ASPE e, seja qual for a decisão que for tomada, não vai ser pública até o momento em que se se concretize. É verdade que o assunto está em cima da mesa", admite ao DN Lúcia Leite, presidente da ASPE.

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