As mulheres à frente do sindicalismo português. São já 30% as que ocupam altos cargos
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Dia do Trabalhador

As mulheres à frente do sindicalismo português. São já 30% as que ocupam altos cargos

Lucinda Dâmaso preside a UGT e Ana Avoila integra o conselho executivo da CGTP. Nas duas centrais sindicais do país, a história já começa a ser escrita com mais mulheres, garantem. No Dia do Trabalhador, as duas sindicalistas recordam o início da sua.

Para elas, a "chama do sindicalismo" nasceu na infância. O sonho de Lucinda Dâmaso, de 66 anos, era ser professora. Chegou a sê-lo, mas deixou tudo para se dedicar à causa sindical, quando as responsabilidades apertaram - até a possibilidade de constituir família. "Não me arrependo", apressa-se a dizer. Atualmente, é presidente da União Geral de Trabalhadores (UGT) e apenas a segunda mulher neste cargo desde o início da história da organização, nascida em finais dos anos 70.

À sua semelhança, Ana Avoila, também ela com 66 anos, fez do sindicalismo uma das suas grandes prioridades de vida. É hoje coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, a maior federação da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP). Ambas estão conscientes do peso que têm na história, a mesma história que durante anos se contou maioritariamente no masculino. E, para elas, gritar pelo 1.º de Maio, conhecido como Dia do Trabalhador, é cada vez pedir uma voz para as mulheres portuguesas.

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